To stay, or not to stay?- that is the question

In interspecific communications, we should always keep in mind that we do not have the same language. Só, we need to communicate clearly and precisely.

In dog training, we have a varied standard checklist that all dogs have to meet and, in that way, will allow us to have an “obedient” dog. For some years, I used them until I began to question all the signals I transmitted to other species and felt the need to adapt them individually, respecting the progress and limits of the individual.

Before continuing, let me reaffirm that it is not me that will evaluate or judge the working methods of other professionals. We are free to use the methods that best resemble our characteristics and personality, and it will not be what makes us better or worse than others, just different. Respecting does not mean agreeing.

When we take some professional activity seriously, we need constant updates both in theory and mainly in practice, not making everything as absolute at all and having the will to change when necessary.

When we are communicating with other species and teaching our way of communicating, we need to be as clear and precise as possible, explaining each step we take. And it all starts with the terms and signals we use.

So, we need to scientifically define some terms that I will refer to this article and retain some points:

  • Signal: A Signal is everything that intentionally causes a change in the behavior of the receiver.
  • All signs have a meaning and a way of being given.
  • We classify the signals in a scale from Good to Bad, depending on its efficiency, clarity, intensity, form and unequivocal understanding of the receiver, regardless of the environment.
  • A signal will cause a behavior, so: A signal => A behavior.
  • All behavior has a consequence, so: A signal => A behavior => A consequence
  • The consequences will define the frequency, intensity and/or duration of a behavior. Reinforcements and inhibitors are used for.
  • Reinforcement: A reinforcement is anything that increases the frequency, intensity, and/or duration of a particular behavior, when presented (+) or removed (-) simultaneously or immediately after a behavior takes place.
  • Inhibitor: An inhibitor is anything that decreases the frequency, intensity, and/or duration of a particular behavior, when presented (+) or removed (-) simultaneously or immediately after a behavior takes place.
  • Any signal that will be transmitted to another species, needs to be properly discriminated and explained in the plan of action, as well as the principles of scientific knowledge that each professional must have.

At Ethology Institute Cambridge, we use the precise scientific language SMAF (Signals, Meaning And Form), created by Dr. Roger Abrantes. Although at a more professional level, it may seem complex, this scientific language shows simplicity and, above all, precision.

Below, I will illustrate the most common signs we use in dog training with their meaning and form.

To simplify, I will write a single line with:

The technique to teach => The meaning of the signal => The form of the signal.

  • Name(Skill) => Look at me(Meaning) => Name,sound(Form)
  • Sit(Skill) => Put your bottom on the ground AND keep it there until you receive another signal(Meaning) => Sit,sound + Sit,hand(Form)
  • Down(Skill) => Put your belly on the ground AND keep it there until you receive another signal(Meaning) => Down,sound + Down,hand(Form)

Following the training program, with the necessary adjustments to the progress and limit of each dog, it is possible to increase the intensity, frequency and/or duration of a certain behavior, both in distance and with the increase of the environmental stimuli.

With this precision and clarity in signal definition, we do not need additional and sometimes redundant signals for the same behavior. The repetition of the signal during the technique can create anticipations of several types if we notice that the own tone that we use varies.

I notice this situation daily with the families and their dogs, all the nervousness and uncertainty seems that they use the repetition of these signals as their own confidence. And when I ask them about the meaning of what they are asking to the dog, they cannot explain. Always ask the meaning of everything.

If the systematic repetition of the signal during the technique is simply replaced by the semi-conditioned reinforcement used in the training (ex: Good dog), we have a better efficiency in teaching the techniques. All this naturally mixed with the progress in the training itself and the alternatives to be applied if the programmed plan does not work.

I leave the healthy reflection of this article so you may (or not) in the future challenge your simplicity, precision and critical thinking in practice.

References
ABRANTES, R. (1997). Dog Language. Wakan Tanka

ABRANTES, R. 2011. Unveiling the Myth of Reinforcers and Punishers.

ABRANTES, R. 2013. So you want to be a good dog trainer!

ABRANTES, R. 2011. Commands or Signals, Corrections or Punishers, Praise or Reinforcers.

CHANCE, P. (2008) Learning and Behavior. Wadsworth-Thomson Learning, Belmont, CA, 6th, ed.

DARWIN, C. (1899). The Expressions of the Emotions in Man and Animals. New York D. Appleton and Company.

EKMAN, P. (1976). Nonverbal Communication: Movements with Precise Meanings. Journal of Communication, 26(3),14-26.

HOROWITZ, Alexandra. (2014). Domestic Dog, cognition and Behavior—The Scientific Study of Canis familiaris. Springer.

LORENZ, Konrad. (1981). The foundations of ethology. Based on a translation of Vergleichende Verhaltensforschung, with revisions. Springer Science+Business Media New York.

WATSON, J.C., Arp, Robert. (2015). Critical Thinking—an introduction to reasoning well. Bloomsbury Academic

“Ficar, ou não ficar?”- Eis a questão.

Nas comunicações interespecificas devemos ter sempre em atenção o facto de não termos a mesma linguagem. Como tal, é necessário comunicarmos de forma clara e precisa.

No ensino canino, temos variados checklist padrão que todos os cães têm de cumprir e que assim nos vai permitir ter um cão “obediente”. Durante alguns anos utilizei-os até ao momento que comecei a questionar todos os sinais que eu transmitia a outras espécies e senti a necessidade de os adaptar de forma individual, respeitando os progressos e os próprios limites do indivíduo.

Antes de continuar, quero reafirmar que não me cabe a mim avaliar ou julgar os métodos de trabalho dos outros profissionais. Todos temos a liberdade de utilizar os métodos que melhor se assemelham às nossas características e personalidade e não será isso que nos faz melhores ou piores do que os outros, apenas diferentes. Respeitar não significa concordar.

Quando levamos alguma atividade profissional de forma séria, necessitamos de constantes atualizações tanto na teoria como principalmente na prática, não fazendo de tudo uma verdade absoluta e ter a vontade de mudar quando necessário.

Quando estamos a comunicar com outras espécies e a ensinar à nossa como comunicar, necessitamos de ser o mais claro e precisos possíveis, explicando o porquê de cada passo que damos no ensino. E tudo começa nos termos e sinais que utilizamos.

Para, necessitamos definir cientificamente alguns termos que vou abordar neste artigo e reter alguns pontos:

  • Sinal: Um sinal é tudo o que intencionalmente causa a alteração do comportamento do receptor.
  • Todos os sinais têm um significado e uma forma de serem dados.
  • Nós classificamos os sinais numa escala de Bom para Mau, dependendo da sua eficiência, clareza, intensidade, forma e compreensão inequívoca do recetor, independentemente do ambiente.
  • Um sinal vai originar um comportamento, logo: Um sinal => Um comportamento.
  • Todo o comportamento tem uma consequência, logo: Um sinal => Um comportamento => Uma consequência
  • As consequências vão definir a frequência, intensidade e/ou duração de um comportamento. Para tal, são utilizados reforços e inibidores.
  • Reforço: Um reforço é tudo o que aumenta a frequência, intensidade e/ou duração de um determinado comportamento quando apresentado (+) ou removido (-) em simultâneo ou imediatamente a seguir ao comportamento apresentado.
  • Inibidor: Um inibidor é tudo o que diminui a frequência, intensidade e/ou duração de um determinado comportamento quando apresentado (+) ou removido (-) em simultâneo ou imediatamente a seguir ao comportamento apresentado.

Todo e qualquer sinal que será transmitido a outra espécie, necessita de estar devidamente discriminado e explicado no devido plano de acção, assim como os princípios de conhecimento científico que cada profissional deve ter.

No Ethology Institute, utilizamos a linguagem científica precisa denominada SMAF (Signals, Meaning And Form), criada pelo Dr. Roger Abrantes no início dos anos 90. Embora num nível mais profissional, possa parecer complexa, esta linguagem preza pela simplicidade e, acima de tudo, pela precisão.

A seguir, vou exemplificar os sinais mais comuns que utilizamos no treino canino e o seu significado e forma.

Para simplificar, vou escrever uma única linha com a Técnica a ensinar => O significado do sinal => A forma do sinal.

  • Nome(Técnica) => Olha para mim(Significado) => Nome,som(Forma)
  • Senta(Técnica) => Coloca o traseiro no chão
E mantêm-o lá até receberes
outro sinal(Significado) => Senta,som + Senta,mão(Forma)
  • Deita(Técnica) => Coloca a barriga no chão
E mantêm-a lá até receberes 
outro sinal(Significado) => Deita,som + Deita,mão(Forma)
  • Sim(Técnica) => Continua(Significado) => Sim,som(Forma)
  • Não(Skill) => Pára(Significado) => Não,som(Forma)

No vídeo a seguir, demonstro todas as técnicas acima descritas.

Seguindo a programação do ensino, com os ajustes necessários ao progresso e ao limite de cada cão, é possível aumentar a intensidade, frequência, duração de um determinado comportamento, tanto em distância como no aumento dos estímulos presentes.

Com esta precisão e clareza na definição dos sinais, não necessitamos de sinais adicionais e por vezes redundantes para o mesmo comportamento. A própria repetição do sinal durante a técnica pode criar antecipações de vários tipos, se notarmos que o próprio tom que utilizamos vai variando.

Reparo isso diariamente no contato com as famílias e seus cães o nervosismo e incerteza as quais elas se agarram nesses sinais como própria segurança.

Se a repetição sistemática do sinal durante a técnica for simplesmente substituída pelo reforço semi-condicionado utilizado no treino (Boa, muito bem, etc…), temos uma melhor eficiência no ensino das técnicas. Tudo isto naturalmente misturado com o próprio progresso no ensino e as alternativas a aplicar caso a forma programada não resulte.

Deixo a saudável reflexão deste artigo para que no futuro possam (ou não) desafiar a vossa simplicidade, precisão e pensamento crítico na prática.

Referências

ABRANTES, R. (1997). Dog Language. Wakan Tanka

ABRANTES, Roger. 2011. Unveiling the Myth of Reinforcers and Punishers.

ABRANTES, R. 2011. Commands or Signals, Corrections or Punishers, Praise or Reinforcers.

ABRANTES, R. 2013. So you want to be a good dog trainer!

CHANCE, P. (2008) Learning and Behavior. Wadsworth-Thomson Learning, Belmont, CA, 6th, ed.

DARWIN, C. (1899). The Expressions of the Emotions in Man and Animals. New York D. Appleton and Company.

EKMAN, P. (1976). Nonverbal Communiction: Movements with Precise Meanings. Journal of Communication, 26(3),14-26.

HOROWITZ, Alexandra. (2014). Domestic Dog, cognition and Behavior—The Scientific Study of Canis familiaris. Springer.

WATSON, J.C., Arp, Robert. (2015). Critical Thinking—an introduction to reasoning well. Bloomsbury Academic