Reward or Reinforce? vs Punish or Inhibit?

It is common these days to hear different terms in animal training, especially in canine training, which (supposedly) have the same applicability in practice.

Over the years I have realized that many terms are used because of their own social conditioning in using certain terms because they sound better in our ears. Many professionals use and teach these terms of future generations in the name of science itself.

Something that has identified me a lot with the Ethology Institute was the taste for dictionaries and to follow precise scientific standards when we talk about something, after all we all apply science in practice and before doing we need to know what we are talking about.

I think it is important for professionals first to know the definitions of the terms they use and then decide on their conscience if they consider it appropriate to use them even if they do not follow the scientific standard. Everyone is free to choose what kind of professional they want to be and what kind of professionals they want to train.

Words like “reinforcement” and “punishment”, are always spoken with certain connotations, something out of phase of science as I wrote in this article.

We need to reflect on certain terms and decide for ourselves if we want to follow scientific terms or socially accepted terms.

One of the most common is the word “reward”.

A reward is a retribution, compensation for meritorious action; Act or effect of reward; Premium; Award.

Reinforcement is a process where a certain response becomes strengthened as a result of learning.
Or
Is anything that increases the frequency, intensity, and/or duration of a particular behaviour when displayed—Positive Reinforcement (+)—or removed-Negative Reinforcement (-)—simultaneously or immediately after the behaviour is presented.

Occasionally the use of the word “reward” and the poor explanation of what the word means by those who use it misleads many families with pets, and not infrequently transmits the information we are “bribing” by creating labels to the work of that professional and disqualifying an entire group if something does not work.

Skinner himself in 1987 contested the use of this term by writing that “The strengthening effect is lost when reinforcements are called rewards (…)People are rewarded, but behaviour is reinforced.”

The same goes for “Punishment”

These words translated directly from English have very negative connotations when translated and even religious connotation in many countries.

It is also commonly said to be automatically connotated as something bad.

A punishment is an act or effect of punishment; A punishment imposed on someone.

An inhibitor is something that produces an inhibition; That or which has the ability to diminish or suppress the activity of an organic substance.

Thus, resulting from all his linguistic experience throughout the world, Dr. Roger Abrantes began to use the word inhibitor in the operant concept by scientifically better fitting the definition.

In this way, an inhibitor is anything that decreases the frequency, intensity and/or duration of a particular behaviour when presented—positive inhibitor (+)—or removed—negative inhibitor (-)—simultaneously or immediately after the behaviour is presented.

All the connotations given in terms of being socially accepted do nothing to help in the transmission of knowledge both to pet owners and to future professionals who directly apprehend these terms and place them in denial as to the practical use of these terms, nor in respect that science itself deserves. Science is neither good nor bad, science is what it is.

I defend the clarification and the actual scientific knowledge of certain terms, the extremisms and conditioning of the society itself will not help the existing professionals or future ones to have a critical thought in what they do, something that I consider essential when we are dealing with other living beings and we must respect them as such.

Without judgments, I leave to our reflection and decision:
– Scientifically, are we rewarding/punishing the dog or reinforcing/inhibiting its behaviour?
– Will we really be precise with us when we are working with other species to the point that we have the notion that applying a standard reinforce/inhibitor does not always work?
– Is it correct to put labels on our work as a form of marketing or social currents, when in fact we scientifically apply reinforcements and inhibitors in interspecific interactions and doesn’t mean that we are either “good” or “bad”?
– Is it better to use: Easy socially saturated words or simply explain the scientific definition and terms correctly?

Always be in doubt of what you read and hear, always look for more and always think for yourself. Carpe Diem!

References 

ABRANTES, R. 2011. Unveiling the Myth of Reinforcers and Punishers.

ABRANTES, R. 2013. So you want to be a good dog trainer!

ABRANTES, R. (2013). The 20 Principles All Animal Trainers Must Know. Wakan Tanka Publishers.

BARATA, R. (2017). Scientific or Moralistic Training? Etologia.pt

GADBOIS, S. (2015). 51 Shades of Grey: Misuse, Misunderstanding and Misinformation of the Concepts of “Dominance” and “Punishment”.

GROSS, R. (2010). Psychology, the Science of Mind and Behaviour, Sixth Edition. Holder Education.

JOYCE, R. (2006). The Evolution of Morality. MIT Press books.

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WATSON, J.C., Arp, Robert. (2015). Critical Thinking—an introduction to reasoning well. Bloomsbury Academic

Recompensa ou Reforço? vs Punição ou Inibição?

É comum nos dias de hoje ouvirmos diferentes termos no treino animal, principalmente no treino canino, que têm (supostamente) na prática a mesma aplicabilidade.

Ao longo destes anos percebi que muitos termos são utilizados devido a um próprio condicionamento social no uso de determinados termos por soarem melhor nos ouvidos. Vários profissionais utilizam e ensinam esses termos às futuras gerações em nome da própria ciência.

Algo que me identificou bastante com o Ethology Institute foi o gosto por dicionários e de seguirmos padrões científicos precisos quando falamos de algo, afinal todos nós aplicamos a ciência na prática e antes de fazermos necessitamos de saber do que estamos a falar.

Considero importante os profissionais primeiramente saberem as definições dos termos que utilizam e depois decidirem por sua consciência se consideram apropriado utilizá-los mesmo não seguindo o padrão científico. Cada um é livre de escolher que tipo de profissional quer ser e que tipo de profissionais quer formar.

Palavras como “reforço ” e “punição”, sempre são faladas já com determinadas conotações, algo desfasado da ciência como já escrevi neste artigo.

Precisamos assim refletir sobre determinados termos e decidir por nós próprios se queremos seguir termos científicos ou termos socialmente aceites.

Um dos mais comuns é a palavra “Recompensa”.

Uma recompensa é uma retribuição, compensação por ação meritória; ato ou efeito de recompensar; Prémio; Galardão.

Um reforço/reforçamento é um processo onde certa resposta torna-se fortalecida como resultado de uma aprendizagem.
Ou
É tudo o que aumenta a frequência, intensidade e/ou duração de um comportamento em particular quando apresentado—Reforço positivo (+)—ou removido—Reforço negativo(-)—em simultâneo ou imediatamente a seguir ao comportamento ser apresentado.

Ocasionalmente, o uso da palavra “recompensa” e a fraca explicação do que a palavra significa por parte de quem a usa induz em erro muitas famílias com animais de estimação, e não muito raro transmite a informação que estamos a “subornar”, criando etiquetas sociais ao trabalho das pessoas e descredibilizando um grupo inteiro caso algo não funcione.

O próprio Skinner em 1987 contestou o uso desse termo ao escrever que “O efeito de fortalecimento é perdido quando os reforços são chamados recompensas (…) As pessoas são recompensadas, mas o comportamento é reforçado.”

O mesmo se passa com “Punição” ou “Castigo”

Essas palavras traduzidas diretamente do Inglês tem conotações muito negativas e em muitos países até religiosa.

Também é comum esta palavra ser automaticamente conotada como algo mau.

Uma punição é um acto ou efeito de punir; Uma pena; Um castigo imposto a alguém.

Um inibidor é algo que produz uma inibição; que ou o que possui a a capacidade de diminuir ou suprimir a atividade de uma substância orgânica.

Assim,resultando de toda a sua experiência linguística ao longo destes anos pelo mundo, o Dr. Roger Abrantes começou a utilizar a palavra inibidor no conceito operante por cientificamente melhor se adequar à definição.

Desta forma, um inibidor é tudo o que diminui a frequência, intensidade e/ou duração de um comportamento em particular quando apresentado—Inibidor positivo (+)—ou removido—Inibidor negativo(-)—em simultâneo ou imediatamente a seguir ao comportamento ser apresentado.

Todas as conotações dadas a termos de forma a serem socialmente aceites em nada ajudam na transmissão do conhecimento tanto para famílias com animais de estimação como para futuros profissionais que apreendem diretamente estes termos e os colocam em negação quanto ao uso prático destes termos, nem no respeito que a própria ciência merece. A ciência não é boa nem má, a ciência é o que é.

Eu defendo a clarificação e o real conhecimento científico de determinados termos, os extremismos e condicionamentos da própria sociedade não ajudarão os profissionais existentes nem os futuros a terem um pensamento crítico no que fazem, algo que considero fulcral quando estamos a lidar com outros seres vivos e os devemos respeitar como tal.

Sem julgamentos, deixo para nossa reflexão e decisão:
– Cientificamente, estamos a recompensar/punir o cão ou a reforçar/inibir o seu comportamento?
– Seremos realmente precisos connosco quando estamos a trabalhar com outra espécie ao ponto de termos a noção de que aplicar um reforço/inibidor standard nem sempre funciona?
– Será correto colocarmos etiquetas no nosso trabalho como forma de marketing ou correntes sociais, quando na verdade cientificamente ao aplicamos reforços ou inibidores nas interações interespecíficas não significa estarmos a ser “bons” ou “maus”?
– Será mais correto utilizar palavras fáceis socialmente saturadas ou explicar de forma simples a definição científica e os termos corretamente?

Esteja sempre na dúvida do que lê e ouve, procure sempre mais e pense sempre por si. Carpe Diem!

Referências

ABRANTES, R. 2011. Unveiling the Myth of Reinforcers and Punishers.

ABRANTES, R. 2013. So you want to be a good dog trainer!

ABRANTES, R. (2013). The 20 Principles All Animal Trainers Must Know. Wakan Tanka Publishers.

BARATA, R. (2017). Scientific or Moralistic Training? Etologia.pt

GADBOIS, S. (2015). 51 Shades of Grey: Misuse, Misunderstanding and Misinformation of the Concepts of “Dominance” and “Punishment”.

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JOYCE, R. (2006). The Evolution of Morality. MIT Press books.

MCFARLAND, D. (2006). A Dictionary of Animal Behaviour. Oxford University Press.

MORRIS, D. (1969). The Human Zoo. Kodansha America, Inc.

WATSON, J.C., Arp, Robert. (2015). Critical Thinking—an introduction to reasoning well. Bloomsbury Academic

Um profissional ou um pirata?—Uma visão antrozoológica

Este texto está compactado em artigo e está de forma completa no livro “Uma nova visão sobre o treino animal”.

No mundo do treino animal deparamo-nos com a essência do homem primitivo na criação de grupos dentro da sua tribo.

O facto de não existir uma profissionalização da atividade a nível mundial, leva-nos a discussões longas, a maioria ideológicas ou moralísticas.

No âmbito antrozoológico, que também engloba a componente filosófica, raciocino bastante sobre esta questão, sem julgamentos ou pensamento dogmático, utilizo o pensamento crítico. A minha maior reflexão é do porquê desta atividade não ser profissionalizada visto que os animais não-humanos estão a viver sobre os nossos caprichos há milhares de anos e do porquê do pouco reconhecimento existente ainda estar preso às correntes das utilizações dos animais para fins de interesse governamental.

Não é a minha função afirmar o que é certo ou errado, mas sim um dever escrever a forma como eu vejo esta situação através de um raciocínio dedutivo, deixando para vossa análise as várias diferenças do discurso argumentativo vs discurso retórico, entre opiniões e afirmações e entre factos e falácias.

Também não coloco em questão o gosto e dedicação de todos os grupos pelos animais não-humanos, o meu papel nunca será de juiz, afinal concordância e respeito pelas pessoas são dois conceitos diferentes e características individuais de cada indivíduo.

Eu sempre gosto de fazer as distinções destes termos para que sigamos todos a mesma linha de raciocínio, porque não é raro a utilização destes termos sem o conhecimento do verdadeiro significado.

Pensar é a atividade da mente que tenta fazer sentido dos acontecimento da vida, podemos pensar o que nos apetecer sem qualquer tipo de esforço, o que nos faz querer ou desejar algo.

Raciocinar é um processo que nos ajuda a aceitar ou rejeitar afirmações feitas por nós próprios ou pelos outros.

O pensamento dogmático caracteriza-se por uma aderência firme e cega a um certo conjunto de instruções.

O pensamento crítico reconhece e aprecia as diferenças contextuais e a sua complexidade, rejeitando conclusões prévias e aceitando conclusões mais adequadas.

Uma premissa é uma sentença declarativa que serve de base para um raciocínio, o que levará a uma conclusão.

Um argumento é um conjunto de várias premissas ou justificações que levam a uma conclusão. Este processo pode ser bom ou mau, mas nunca verdadeiro ou falso. Os argumentos podem ser explícitos (quando as premissas que levam à conclusão são todas declaradas) ou implícitos (quando as premissas que levam à conclusão são sub-entendidas). Estes últimos são muito utilizados a nível publicitário. Também podem ser classificados como válidos ou inválidos, fortes ou fracos, convincentes ou não.

Uma falácia é o erro na formulação de um argumento.

Uma opinião é a expressão de uma crença subjectiva ou uma tomada de posição sobre um determinado assunto, nem sempre assentada em premissas verdadeiras, e a maioria das vezes assentada em motivos emocionais ou pressões sociais.

A retórica é a arte de falar e convencer os outros sem ter em consideração a verdade das premissas.

A minha analogia com o “pirata” segue na sua definição de adjetivo de não ser original e/ou na definição informal de um indivíduo ardiloso. Tanto profissionais como piratas existem nos grupos abaixo como irão confirmar.

Quando trabalhamos com seres vivos, devemos ter a ciência sempre como base de tudo e não o pensamento dogmático, retórica ou falácias de generalização e excepção.

É de extremo interesse refletir as batalhas grupais dentro das tribos modernas sobre este assunto e tentarmos com questões diretas chegar a várias respostas possíveis de implementação imediata.

De momento, classifico três tipos de grupos com os respectivos sub-grupos :

– Grupos que reconhecem a sua glória através de demonstrações de poder (troféus, medalhas, diplomas) na sua maioria com animais previamente selecionados e treinados de forma contínua para o efeito, por vezes com a necessidade de uma rápida aprendizagem devido a condicionamentos temporais, divergindo a realidade da necessidade social. Estes grupos subdividem-se em indivíduos que apenas se dedicam à atividade específica que estão credenciados ou reconhecidos pelos devidos clubes desportivos ou possíveis entidades governamentais, em ambos os casos, e repito, somente para a atividade específica; Em indivíduos que utilizam as demonstrações de poder para generalizar a atividade a outras áreas da atividade como se fosse tudo uma só verdade; Em indivíduos que juntam os dois sub-grupos acima e os utilizam como forma de persuasão, intimidação ou simplesmente de rebaixamento do próximo; E em indivíduos que utilizam a sua glória apenas para fins lúdicos e/ou pessoais.

– Grupos que reconhecem a sua glória através de formações, leituras, serviços sociais e atividades similares. Estes grupos subdividem-se em indivíduos que necessitam de atualização permanente na sua área específica de atuação; Em indivíduos que se regem bastante pela teoria e a prática está limitada a essa teoria, tendo como demonstração animais previamente selecionados e de preferência já com uma boa aprendizagem do que vai ser demonstrado; Em indivíduos que através da sua experiência em determinada atividade que envolvam animais não-humanos começam a trabalhar com os mesmos sem prévio conhecimento científico mas por imitação teórica/prática; Em indivíduos que equilibram a teoria com a prática, com os próprios limites auto-impostos da atividade específica, que procuram uma constante melhoria mesmo que iniciem-se noutras áreas da atividade; E em indivíduos que, pela constante presença em eventos, workshops ou outras atividades teóricas, iniciam a sua atividade. Dentro deste último sub-grupo, subdividimos em indivíduos que sempre procuram atualização com o conhecimento dos seus limites e em indivíduos que criam pensamentos dogmáticos, não saindo da teoria. Dentro deste grupo também é commumente vermos demonstrações de poder ou os factores temporais da aprendizagem do grupo acima (principalmente em empresas) e algumas características do grupo seguinte.

– Grupos que reconhecem a sua glória pela experiência pessoal e/ou pseudo conhecimento através de leituras sociais sobre o assunto (pesquisa google e imitação básica de profissionais existentes). Estes grupos subdividem-se em indivíduos que têm como exemplo apenas cães próprios e criam um conhecimento universal ; Em indivíduos que iniciam a atividade sem qualquer conhecimento científico e puramente com pensamento económico (estes utilizam a retórica e argumentos implícitos), criando verdades absolutas, a necessidade para as pessoas, garantias de resultados, o encobrimento do seu trabalho ou a prática devidamente selecionada, de preferência que possa trazer protagonismo ou criar empatia social, a maioria relacionada a projetos sociais. Este sub-grupo é adepto de ter várias decorações na vestimenta (patches, medalhas, etc…) como forma de persuasão ou credibilidade e tem interligações diretas com os grupos acima.

Tenho um artigo sobre o treino científico ou moralístico que recomendo fortemente a leitura para uma melhor abrangência de todos os conceitos presentes. Clique aqui para aceder ao artigo.

Existem também qualificações especificas que são deturpadas ou generalizadas que apenas são obtidas a nível universitário. Não seria muito diferente de um oftalmologista fazer trabalhos dentários porque a sua “área de atuação” é próxima uma da outra.

O moral e ética deve estar acima de tudo em raciocinarmos sobre os nossos limites.

É uma questão de equilíbrio, nem muito tempo só com teoria nem muito tempo só com prática, é assim que se originam extremismos e incoerência em todos os grupos. Não é culpa nossa, é a nossa essência cultural e social. Mas podemos mudar.

Será que ao termos Profissionais e Piratas em todos os grupos, uma discussão dos pontos em comum entre os grupos será o ponto de partida para reflectir sobre as discordâncias e tentarmos todos remar para o mesmo lado: O “tal” do Bem-estar animal?

Agora cabe a si analisar e decidir: Um Profissional ou um Pirata?

REFERÊNCIAS

ABRANTES, R. 2013. So you want to be a good dog trainer! Ethology Institute Cambridge.

BARATA, R. 2017. Scientific or Moralistic Training?. Etologia.pt.

DEMELLO, M. (2012). Animals and Society: An introduction to human-animal studies. Columbia University Press.

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SCOTT, J. P. (1976). Violence and social Disaggregation. Aggressive Behavior, 1, 235-260.

WATSON, J.C., Arp, Robert. (2015). Critical Thinking—an introduction to reasoning well. Bloomsbury Academic.

A Professional or A Pirate?— An Anthrozoological View

This is a compressed text to an article. The complete text will be available in “Teach without Speech” Book.

In animal training world, we back to the primitive man essence in creating groups within his tribe.

The fact that there is no worldwide professionalization of this activity, leads us to long discussions, mostly of them are ideological or moralistic.

In the anthrozoological context, which also encompasses the philosophical component, I reason a lot on this question, without judgments or dogmatic thinking, I use critical thinking. My greatest reflection, it is why this activity is not professionalized since non-human animals have been living on our whims for thousands of years and why the little recognition that exists is still tied to animal use for purposes of Governmental organization interests.

It is not my job to affirm what is right or wrong, but rather a duty to write how I view this situation through deductive reasoning, leaving for your analysis the various differences of argumentative discourse vs. rhetorical discourse, between opinions and assertions, and Between facts and fallacies.

I also do not question the care and dedication of all groups with nonhuman animals, my role will never be a judge, after all agreement and respecting people are two different concepts and individual characteristics of each individual.

I always like to make the distinctions in these terms so that we all follow the same line of reasoning, because it is not uncommon to use these terms without the knowledge of their true meaning.

Thinking is the activity of the mind that tries to make sense of the events of life, we can think about what we want without any effort, which makes us desire or want something.

Reasoning is a process that helps us to accept or reject statements made by ourselves or others.

Dogmatic Thinking is characterized by a firm and blind adherence to a certain set of instructions.

Critical Thinking recognizes and appreciates contextual differences and their complexity, rejecting previous conclusions and accepting more appropriate conclusions.

A premise is a declarative sentence that serves as the basis for a reason, which will lead to a conclusion.

An argument is a set of assumptions or justifications that lead to a conclusion. This process can be good or bad, but never true or false. Arguments can be explicit (when assumptions leading to the conclusion are all stated) or implicit (when assumptions leading to the conclusion are under-understood). The latter is widely used at the advertising level. They can also be classified as valid or invalid, strong or weak, convincing or not.

A fallacy is the error in the formulation of an argument.

An opinion is the expression of a subjective belief or a position on a particular subject, not always based on true premises, and most of the time based on emotional motives or social pressures.

Rhetoric is the art of speaking and convincing others without regard to the truth of the premises.

My analogy with the “pirate” follows in his definition of the adjective not to be original and/or in the informal definition of an artful. Both professionals and pirates exist in the groups below as you will confirm.

When we work with living beings, we should always have science as the basis of everything and not dogmatic thinking, rhetoric or fallacies of generalization and exception.

It is of extreme interest to reflect the group battles within the modern tribes on this subject and to try with direct questions to arrive at several possible answers of immediate implementation.

For the moment, I classify three types of groups with their sub-groups:

– Groups that recognize their glory through demonstrations of power (trophies, medals, diplomas) mostly with animals previously selected and trained continuously for this purpose, sometimes with the need for rapid learning due to temporal conditioning, diverging Reality of social need. These groups are subdivided into individuals who are only dedicated to the specific activity that are accredited or recognized by the appropriate sports clubs or possible governmental entities, in both cases, and I repeat, only for the specific activity; In individuals who use the demonstrations of power to generalize the activity to other areas of activity as if it were all one truth; In individuals who join the two subgroups above and use them as a form of persuasion, intimidation or simply demotion of the next; And in individuals who use their glory only for playful and / or personal purposes.

– Groups that recognize their glory through training, readings, social services and similar activities. These groups are subdivided into individuals who need permanent updating in their specific area of ​​activity; In individuals who are largely governed by theory and the practice it is limited to this theory, having as a demonstration animals previously selected and preferably already with a good learning of what will be demonstrated; In individuals who through their experience in a certain activity involving non-human animals begin to work with them without previous scientific knowledge but by theoretical/practical imitation; In individuals who balance theory with practice, with their own self-imposed limits on specific activity, who seek constant improvement even if they start in other areas of activity; And in individuals who, by their constant presence in events, workshops or other theoretical activities, begin their activity. Within this latter sub-group, we subdivided into individuals who always seek to update with the knowledge of their limits and in individuals who create dogmatic thoughts, not leaving the theory. Within this group it is also common to see demonstrations of power or the temporal factors of the learning of the group above (mainly in companies) and some characteristics of the following group.

– Groups that recognize their glory by personal experience and/or pseudo knowledge through social readings on the subject (google research and basic imitation of existing professionals). These groups are subdivided into individuals who have as example only dogs of their own and create a universal knowledge; In individuals who initiate the activity without any scientific knowledge and purely with economic thought (they use rhetoric and implicit arguments), creating absolute truths, the need for people, guarantees of results, the cover-up of their work or the properly selected practice, Preferably that can bring protagonism or create social empathy, most related to social projects. This subgroup is adept at having various decorations on clothing (patches, medals, etc…) as a means of persuasion or credibility and has direct interconnections with the groups above.

I have an article on scientific or moralistic training that I strongly recommend reading for a better comprehension of all the concepts present. Click here to access the article.

There are also specific qualifications that are misrepresented or generalized that are only obtained at university level. It would not be very different from an ophthalmologist doing dental work because his “area of ​​action” is close to one another.

Morality and ethics must be above all the reasoning about our limits.

It is a question of balance, not too long with theory alone and not much time with practice alone, that is how extremism and incoherence born in all groups. It is not our fault, it is our cultural and social essence. But we can change that.

Will the Professionals and Pirates presence in all groups create a discussion of the commonalities between the groups that can be the starting point to reflect on the disagreements and making all to row to the same side: The Animal Welfare “Thing”?

Now it’s up to you to analyze and decide: A Professional or a Pirate?

REFERENCES
ABRANTES, R. 2013. So you want to be a good dog trainer! Ethology Institute Cambridge.

BARATA, R. 2017. Scientific or Moralistic Training?. Etologia.pt.

DEMELLO, M. (2012). Animals and Society: An introduction to human-animal studies. Columbia University Press.

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WATSON, J.C., Arp, Robert. (2015). Critical Thinking—an introduction to reasoning well. Bloomsbury Academic.

To stay, or not to stay- that is the question

In interspecific communications, we should always keep in mind that we do not have the same language. Só, we need to communicate clearly and precisely.

In dog training, we have varied standard checklist that all dogs have to meet and, in that way, will allow us to have an “obedient” dog. For some years, I used them until I began to question all the signals I transmitted to other species and felt the need to adapt them individually, respecting the progress and limits of the individual.

Before continuing, let me reaffirm that it is not me that will evaluate or judge the working methods of other professionals. We are free to use the methods that best resemble our characteristics and personality, and it will not be what makes us better or worse than others, just different. Respecting does not mean agreeing.

When we take some professional activity seriously, we need constant updates both in theory and mainly in practice, not making everything as absolute at all and having the will to change when necessary.

When we are communicating with other species and teaching our way of communicating, we need to be as clear and precise as possible, explaining each step we take. And it all starts with the terms and signals we use.

So, we need to scientifically define some terms that I will refer in this article and retain some points:

– Signal: A Signal is everything that intentionally causes a change in the behavior of the receiver.

– All signs have a meaning and a way of being given.

– We classify the signals in a scale from Good to Bad, depending on its efficiency, clarity, intensity, form and unequivocal understanding of the receiver, regardless of the environment.

– A signal will cause a behavior, so:
A signal => A behavior.

– All behavior has a consequence, so:
A signal => A behavior => A consequence

– The consequences will define the frequency, intensity and/or duration of a behavior. Reinforcements and inhibitors are used for.

– Reinforcement: A reinforcement is anything that increases the frequency, intensity, and/or duration of a particular behavior, when presented (+) or removed (-) simultaneously or immediately after a behavior takes place.

– Inhibitor: An inhibitor is anything that decreases the frequency, intensity, and / or duration of a particular behavior, when presented (+) or removed (-) simultaneously or immediately after a behavior takes place.

– Any signal that will be transmitted to another species, needs to be properly discriminated and explained in the plan of action, as well as the principles of scientific knowledge that each professional must have.

In Ethology Institute Cambridge, we use the precise scientific language SMAF (Signals, Meaning And Form), created by Dr. Roger Abrantes. Although, on a more professional level, it may seem complex, this scientific language shows ​​simplicity and, above all, precision.

Below, I will illustrate the most common signs we use in dog training with their meaning and form.

To simplify, I will write a single line with:
The technique to teach => The meaning of the signal => The form of the signal.

– Name(Skill) => Look at me(Meaning) => Name,sound(Form)

– Sit(Skill) => Put your bottom on the ground AND keep it there until you receive another signal(Meaning) => Sit,sound + Sit,hand(Form)

– Down(Skill) => Put your belly on the ground AND keep it there until you receive another signal(Meaning) => Down,sound + Down,hand(Form)

– Yes(Skill) => Continue(Meaning) => Yes,sound(Form)

– No(Skill) => Stop(Meaning) => No,sound(Form)

In the following video, I demonstrate all the techniques described above.


Here you can see more videos with the families working themselves with their dogs and using various signals.

Following the training program, with the necessary adjustments to the progress and limit of each dog, it is possible to increase the intensity, frequency and/or duration of a certain behavior, both in distance and with the increase of the environmental stimuli.

With this precision and clarity in signal definition, we do not need additional and sometimes redundant signals for the same behavior. The repetition of the signal during the technique can create anticipations of several types, if we notice that the own tone that we use varies.

I notice this situation daily with the families and their dogs, all the nervousness and uncertainty seems that they use the repetition of these signals as their own confidence. And when I ask them about the meaning of what they are asking for the dog, they cannot explain. Always ask the meaning of everything.

If the systematic repetition of the signal during the technique is simply replaced by the semi-conditioned reinforcement used in the training (ex: Good dog), we have a better efficiency to teaching the techniques. All this naturally mixed with the progress in training itself and the alternatives to be applied if the programmed plan does not work.

I leave the healthy reflection of this article so you may (or not) in the future challenge your simplicity, precision and critical thinking in practice.

REFERENCES
ABRANTES, R. (1997). Dog Language. Wakan Tanka

Abrantes, Roger. 2011. Unveiling the Myth of Reinforcers and Punishers.

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HOROWITZ, Alexandra. (2014). Domestic Dog, cognition and Behavior—The Scientific Study of Canis familiaris. Springer.

LORENZ, Konrad. (1981). The foundations of ethology.
Based on a translation of Vergleichende Verhaltensforschung, with revisions. Springer Science+Business Media New York.

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LORENZ, Konrad. (1981). The foundations of ethology.
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“Ficar ou não Ficar”- Eis a questão

Nas comunicações interespecificas devemos ter sempre em atenção o facto de não termos a mesma linguagem. Como tal, é necessário comunicarmos de forma clara e precisa.

No ensino canino, temos variados checklist padrão que todos os cães têm de cumprir e que assim nos vai permitir ter um cão “obediente”. Durante alguns anos utilizei-os até ao momento que comecei a questionar todos os sinais que eu transmitia a outras espécies e senti a necessidade de os adaptar de forma individual, respeitando os progressos e os próprios limites do indivíduo.

Antes de continuar, quero reafirmar que não me cabe a mim avaliar ou julgar os métodos de trabalho dos outros profissionais. Todos temos a liberdade de utilizar os métodos que melhor se assemelham às nossas características e personalidade e não será isso que nos faz melhores ou piores do que os outros, apenas diferentes. Respeitar não significa concordar.

Quando levamos alguma atividade profissional de forma séria, necessitamos de constantes atualizações tanto na teoria como principalmente na prática, não fazendo de tudo uma verdade absoluta e ter a vontade de mudar quando necessário.

Quando estamos a comunicar com outras espécies e a ensinar à nossa como comunicar, necessitamos de ser o mais claro e precisos possíveis, explicando o porquê de cada passo que damos no ensino. E tudo começa nos termos e sinais que utilizamos.

No começo, necessitamos definir cientificamente alguns termos que vou abordar neste artigo e reter alguns pontos:

– Sinal: Um sinal é tudo o que intencionalmente causa a alteração do comportamento do receptor.

– Todos os sinais têm um significado e uma forma de serem dados.

– Nós classificamos os sinais numa escala de Bom para Mau, dependendo da sua eficiência, clareza, intensidade, forma e compreensão inequívoca do recetor, independentemente do ambiente.

– Um sinal vai originar um comportamento, logo:
Um sinal => Um comportamento.

– Todo o comportamento tem uma consequência, logo:
Um sinal => Um comportamento => Uma consequência

– As consequências vão definir a frequência, intensidade e/ou duração de um comportamento. Para tal, são utilizados reforços e inibidores.

– Reforço: Um reforço é tudo o que aumenta a frequência, intensidade e/ou duração de um determinado comportamento quando apresentado (+) ou removido (-) em simultâneo ou imediatamente a seguir ao comportamento apresentado.

– Inibidor: Um inibidor é tudo o que diminui a frequência, intensidade e/ou duração de um determinado comportamento quando apresentado (+) ou removido (-) em simultâneo ou imediatamente a seguir ao comportamento apresentado.

– Todo e qualquer sinal que será transmitido a outra espécie, necessita de estar devidamente discriminado e explicado no devido plano de acção, assim como os princípios de conhecimento científico que cada profissional deve ter.

No Ethology Institute Cambridge, utilizamos a linguagem científica precisa denominada SMAF (Signals, Meaning And Form), criada pelo Dr. Roger Abrantes. Embora num nível mais profissional, possa parecer complexa, esta linguagem preza pela simplicidade e, acima de tudo, pela precisão no treino animal.

A seguir, vou exemplificar os sinais mais comuns que utilizamos no treino canino e o seu significado e forma.

Para simplificar, vou escrever uma única linha com:
Técnica a ensinar => O significado do sinal => A forma do sinal

– Nome(Técnica) => Olha para mim(Significado) => Nome,som(Forma)

– Senta(Técnica) => Coloca o traseiro no chão
 E mantêm-o lá até receberes
 outro sinal(Significado) => Senta,som + Senta,mão(Forma)

– Deita(Técnica) => Coloca a barriga no chão
 E mantêm-a lá até receberes
 outro sinal(Significado) => Deita,som + Deita,mão(Forma)

– Sim(Técnica) => Continua(Significado) => Sim,som(Forma)

– Não(Skill) => Pára(Significado) => Não,som(Forma)

Nos vídeos a seguir, demonstro todas as técnicas acima descritas.


Aqui podem ser vistos mais vídeos com as próprias famílias a trabalharem com os seus cães e a aplicarem vários sinais.

Seguindo a programação do ensino, com os ajustes necessários ao progresso e ao limite de cada cão, é possível aumentar a intensidade, frequência, duração de um determinado comportamento, tanto em distância como no aumento dos estímulos presentes.

Com esta precisão e clareza na definição dos sinais, não necessitamos de sinais adicionais e por vezes redundantes para o mesmo comportamento. A própria repetição do sinal durante a técnica pode criar antecipações de vários tipos, se notarmos que o próprio tom que utilizamos vai variando.

Reparo nisso diariamente no contato com as famílias e seus cães. O nervosismo e incerteza as quais elas se agarram nesses sinais como própria segurança. E quando as questiono sobre o significado do que estão a pedir ao cão, não sabem explicar. Questione sempre o significado de tudo.

Se a repetição sistemática do sinal durante a técnica for simplesmente substituída pelo reforço semi-condicionado utilizado no treino (ex: Muito bem), temos uma melhor eficiência no ensino das técnicas. Tudo isto naturalmente misturado com o próprio progresso no ensino e as alternativas a aplicar caso a forma programada não resulte.

Deixo a saudável reflexão deste artigo para que no futuro possam (ou não) desafiar a vossa simplicidade, precisão e pensamento crítico na prática.

REFERÊNCIAS
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Abrantes, Roger. 2011. Unveiling the Myth of Reinforcers and Punishers.

Abrantes, R. 2013. So you want to be a good dog trainer!

Abrantes, R. 2011. Commands or Signals, Corrections or Punishers, Praise or Reinforcers.

BARATA, R. (2016). Signals precision in animal Training.

CHANCE, P. (2008) Learning and Behavior. Wadsworth-Thomson Learning, Belmont, CA, 6th, ed.

DARWIN, C. (1899). The Expressions of the Emotions in Man and Animals. New York D. Appleton and Company.

EKMAN, P. (1976). Nonverbal Communiction: Movements with Precise Meanings. Journal of Communication, 26(3),14-26.

HOROWITZ, Alexandra. (2014). Domestic Dog, cognition and Behavior—The Scientific Study of Canis familiaris. Springer.

LORENZ, Konrad. (1981). The foundations of ethology.
Based on a translation of Vergleichende Verhaltensforschung, with revisions. Springer Science+Business Media New York.

WATSON, J.C., Arp, Robert. (2015). Critical Thinking—an introduction to reasoning well. Bloomsbury Academic

Cursos de certificação para detentores de cães

Na Dinamarca, eu e Tilde Detz Jensen, GAT-EIC, do etologi.dk, ministramos todos os fins de semana os Cursos de certificação Básica ou avançada para detentores de cães—do ethology.eu—do Dr. Roger Abrantes. Este é o curso que todas as famílias com cães obtêm no instituto, um modelo inovador de ensino teórico-prático, permitindo o acompanhamento contínuo e atualizado de todos os detentores de cães.

O curso dá todos os fundamentos que as famílias precisam para criar e desfrutar de um bom relacionamento com os seus cães na sociedade, independentemente da idade e raça.

As nossas técnicas não envolvem o uso da violência, mas sim o conhecimento científico atualizado e a sincronia natural humano-animal, com a diferenciação do ensino individual de cada cão e detentor, adaptando o programa do curso sempre que necessário. O nosso objetivo é criar o entendimento mútuo, respeito e o vínculo perfeito entre o cão e a sua família.

Este curso destina-se a cães sem formação prévia ou com um ensino muito básico. Cães e detentores com formação prévia a maioria das vezes escolhem os nossos cursos profissionais ou serviço de coaching individual.

Implementamos também uma componente teórica, onde os detentores têm acesso a um curso on-line e um manual (Animal Training, My Way, de Roger Abrantes) com todos os conhecimentos necessários sobre comportamento e comunicação canina e as técnicas mais relevantes aprendidas na parte prática: Uso correto da coleira, Senta, Deita, Chamada, Não saltar às pessoas, aceitar a separação, socialização em vários ambientes reais com estímulos e atividades variadas, estimulação cognitiva e técnicas de resolução de problemas.

Este novo curso actualizado é o resultado de uma experiência total de 70 anos entre os envolvidos no programa, já com sucesso na Dinamarca e brevemente nos EUA, Espanha, Itália, Suíça, França e Austrália, pelos Provedores regionais aprovados (AREP’s) pelo Instituto de Etologia de Cambridge.

Saiba mais sobre os cães na Dinamarca.

Certified Dog Owner Courses

In Denmark, me and Tilde Detz Jensen, GAT-EIC, from etologi.dk, give all weekends the Certified Dog Owner and Advanced Certified Dog Owner Courses—from ethology.eu—by Dr. Roger Abrantes. This is the course that all families with dogs obtain with the institute, an innovative theoretical / practical teaching model, allowing continuous and updated follow-up to all pet owners.

The course give all the basics that the families need to create and enjoy a good relationship with their dogs in society, independently of the age and breed.

Our techniques doesn’t involve the use of violence, but the updated scientific knowledge and the natural human-animal synchrony, with the differentiation of individual teaching of each dog and owner, adapting the course program whenever necessary. Our goal is to create mutual understanding, respect and the perfect bond between the dog and the family.

This course is intended for dogs without previous education or with a very basic teaching. Dogs and owners with previously training often choose our professional courses or individual coaching service.

We implement a theoretical part, where they have access to a lifetime online course and a handbook (Animal Training, My Way. By Roger Abrantes) with all necessary knowledge about dog behavior, communication and the most relevant techniques learned in the practical part: Correct use of the leash, Sit, Down, Come, not to jump on people, accept separation, socialization in several real environments with varied stimuli and activities, cognitive stimulation and problem solving skills.

This new updated course is the result of a 70 years experience between those involved in the program, already running successfully in Denmark and soon in USA, Spain, Italy, Switzerland, France and Australia, by Ethology Institute AREP’s (Approved Regional Education Providers).

Know more about Dogs in Denmark.

Potencialmente perigosos ou potencialmente em perigo?

Não sou politicamente correto. Não o devemos ser quando falamos de seres vivos.

Devido ao meu trabalho diário com várias espécies e famílias com animais de estimação, diariamente questiono-me e reflicto sobre a interação humano-animal e procuro incessantemente um equilíbrio social para que ambas as espécies vivam em harmonia.

Desta forma, e devido ao constante mediatismo sobre algumas raças, cabe-me livremente escrever alguns factos, comentar as situações recentes e questionar outras, deixando claro que é um artigo baseado em estudos atuais, factos científicos (Ver todas as Referências no final do artigo) e pela experiência prática de resultados eficazes que diariamente comprovo e questiono como forma de auto-imposição de atualização regular na área.

A quem não concordar, peço apenas que apresente argumentos que tenham uma validade factual na comunidade científica como eu vou colocar e disponibilizar no final da página e convido à leitura. Caso contrario, são meras opiniões pessoais embelezadas socialmente ou por simples frustrações e sem validade factual, as quais dispenso solenemente. Os cães merecem mais do que simples demonstrações de poder do homem primitivo.

A ciência não tem bom nem mau ou é uma verdade absoluta, a ciência é o que é e diariamente é questionada e estudada, cabe às pessoas seguirem ou não os estudos recentes na área.

Segundo o U.S. Department of Health & Human Services, nos Estados Unidos, aproximadamente 4,5 milhões de mordidas de cães ocorrem a cada ano, num universo estimado de 78 milhões de cães (2016). 41 dessas mordidas resultaram em morte (0.00000053%), sendo 18 em adultos acima dos 30 anos, 13 em crianças com 9 anos ou menos e 10 em recém-nascidos entre os 3 e os 6 dias.
FONTE: http://www.dogsbite.org/dog-bite-statistics-bibliographies-government-studies.php

Em todas as sociedades existem o estereótipo de algumas raças como “más” e “perigosas”. O próprio poder legislativo dissemina essa tendência ao criar legislação própria para determinadas raças de cães e colocá-las em especial condição de treino. Estamos assim a condenar grupos e não indivíduos. Querem tratar dos sintomas sem tratar do verdadeiro problema: Falta de conhecimento social e a limitação profissional de escolha imposta pela falta de regulamentação da própria legislação.

O processo de domesticação do cão (Canis lupus familiaris ou—agora commumente chamado no meio científico de— Canis familiaris ) estima-se que começou entre os 15.000 e os 30.000 anos atrás. Desde então, a seleção natural do cão foi gradualmente sendo desrespeitada. A seleção artificial por via dos humanos começou a imperar para que a espécie fosse “ajustada” à necessidade humana. A própria deterioração social intra-espécie em grupo começou a deteriorar-se, como demonstram estudos efetuados em 1991, 2004 e 2007 que comparou os índices de interações agonísticas num grupo de lobos (Canis lupus) e em vários grupos de cães, agrupados por raças (Feddersen-Petersen, ler nas referências). Esta espécie teve uma linha de tempo de adaptação natural muito curta num contexto evolucionário, em menos de 10 anos, os cães começaram a ser confinados em apartamentos ou espaços fechados, aumentando exponencialmente os problemas comportamentais.

Os próprios processos de imprinting e desenvolvimento da espécie estão a ser manipulados consoante as estratégias de marketing ou tendências sociais, sempre em prol do “Bem-estar animal”, dizem. E isto é somente a ponta do icebergue.

Os conceitos humanísticos e moralisticos em criar uma “cidadania” para os animais domésticos está a criar um paradigma na forma da ação política. Por um lado, temos uma legislação somente teórica que segue princípios de proteção meramente humanitários sem ter em conta as necessidades naturais individuais da espécie. Por outro, apenas nos são dadas obrigações sem qualquer tipo de formação ou informação. E ainda dentro dessa legislação, temos uma discriminação de raças (grupo), com regras e deveres específicos que devem ser seguidos. Mesmo as entidades fiscalizadoras tiveram uma formação bastante limitada, onde a maioria das vezes desconhece a própria lei e não sabe distinguir ou assinalar as raças em questão.

Entramos assim num círculo político perigoso, onde a lei protege totalmente uma espécie, mas por outro lado condena previamente vários grupos da mesma.

De momento, Portugal é um desses exemplos. Com sete raças consideradas “potencialmente perigosas”.

A lei portuguesa considera potencialmente perigoso qualquer animal que, devido às características da espécie, comportamento agressivo, tamanho ou potência de mandíbula, possa causar lesão ou morte a pessoas ou outros animais.

A própria definição por si só num contexto científico não tem qualquer fundamento ou argumento para que apenas determinadas raças estejam incluídas. Temos apenas uma definição vaga, feita de propósito para irem incluindo raças conforme considerem necessário. E vamos por partes:

– “Características da espécie”. A nível de taxonomia, Canis lupus familiaris é uma sub-espécie do Canis lupus que abrange todas as raças de cães conhecidas e não um grupo específico ou restrito de raças. De momento, novas correntes utilizam apenas Canis familiaris, pelo facto das novas e atuais raças serem na sua maioria fruto da seleção artificial.

– “Comportamento agressivo, tamanho ou potência da mandíbula”. Compreende-se assim que a legislação afirma que só estas sete raças apresentam comportamento agressivo. Além de não ter o mínimo de pesquisa, o legislador apresenta um total desconhecimento do que escreve. E assim o comprovo através de artigos de cientistas de renome mundial. Recomendo a leitura:  O que é agressividade e comportamento agressivo; Herança e ambiente. E já que queremos fazer a discriminação por raças, mais um estudo que demonstra o nível de agressividade entre raças. E se queremos ainda mais precisão, um estudo sobre a influência da dimensão craniana com a pressão mandibular e um estudo atual sobre o mapa genético do medo e agressividade dos cães.

Um estudo comparativo recente sobre incidentes com raças legisladas como “perigosas” e raças não legisladas demonstra que não existe razão para tais legislações existirem.

Sendo assim, e perante todos estes factos, cabe-me fazer algumas questões sobre estas situações. Será de todo importante questionarmos a quem de direito e lançarmos esta discussão em praça pública se realmente queremos mudar algo. Quem permanece no silêncio ou isenção, compactua de forma criminosa com estas situações, por mais que possa dizer o contrário.

Com a política de proteção animal atual, é inadmissível que haja esta classificação de um grupo específico de raças e suas variantes. É dada a entidades específicas uma total liberdade para ministrar esta formação sem existirem consultorias externas e/ou  internacionais sobre formação de detentores em ambiente social.

Vai abrir-se um precedente muito perigoso em Portugal que deve ser já parado antes de ter consequências desastrosas.

Os temas apresentados e a duração das formações são  um atentado ao bem-estar animal e política atual de proteção animal e à própria ciência caso seja seguida uma linha de treino que em nada é realista com as necessidades individuais, com a sociedade ou com o ensino social atual praticado pelo mundo inteiro com fundamentos e bases científicas atualizadas.

As questões urgentes que se deve colocar a quem irá efetuar determinadas certificações no âmbito da sociedade civil perante a legislação atual são:

– Qual a formação dos instrutores destes cursos além de metodologias e conhecimentos além das suas áreas de atuação? Como podem os mesmos demonstrarem estarem aptos para tal certificação?

– As formações e certificações dadas vão ser baseadas aos treinos operacionais das mesmas?

– Quantos cães destas raças estão ao serviço dessas entidades para que sejam somente eles a ministrar essa formação?

– Qual o critério de formação numa sociedade civil para os candidatos a treinadores terem de efetuar provas de mordedura com fato com um cão previamente selecionado?

– Depois desta certificação de uma hora teórica aos treinadores, estarão eles aptos para fazer treinos e modificação comportamental, assim como terapias comportamentais a cães que apresentem determinados comportamentos indesejáveis?

– Caso nem haja formação mas somente testes teóricos e práticos de um dia (o que realmente prevejo acontecer como forma de “acelerar” o processo), como se selecionarão os candidatos tendo em vista que a atividade profissional não é regulamentada no País?

– Como justificam proibir os candidatos de usarem determinados materiais se os utilizam diariamente na vossa rotina? E quais os critérios científicos que os utilizam tendo como base os estudos mais recentes sobre as consequências a médio longo prazo desses materiais nos cães?

– Segundo a lei, um cão perigoso é todo o cão que já tenha mordido ou ferido alguém, ou atestado como perigoso pelo veterinário. Sendo assim, em apenas uma hora serão abordados tantos assuntos que permitem a habilitação de um treinador para tal?

– Os detentores vão ter uma formação de quatro horas, que critérios foram utilizados para que essa duração seja suficiente? Que prova teórica ou prática é feita?

– Os detentores terão uma abordagem à mordedura? Não deveria essa sensibilização ser efectuada e disponibilizada a nível nacional como prevenção em todas as raças?

– Porquê um treinador necessita de ter provas de figurância? Quais os critérios desta formação no âmbito civil?

– Seguindo a filosofia da questão acima, pode-se premeditar que a formação vai basear-se somente na apresentação de um cão próprio ou da própria entidade e com regras de modalidades desportivas? Onde isso se enquadra no real contexto social?

– Que critérios científicos fundamentam a teoria e prática destas formações? Quais as instituições procuradas e que pessoas delinearam as mesmas?

– Quais os critérios para que os limites de trela para as raças potencialmente perigosas estejam limitadas a um metro, e por sequência, qual a definição de um passeio tendo em conta as necessidades naturais da espécie e a promoção da socialização?

– Qual o critério cientifico para que o treino seja efetuado somente a partir dos 6 meses de idade, tendo em conta que o período de socialização é muito anterior a essa data?

Estas perguntas são precisas e de resposta direta. Perguntas que muitos não fazem por medo de represálias. Pessoalmente não serei hipócrita em não concordar mas depois ir fazer essas certificações que estão contra o conhecimento da natureza da espécie, da actualidade científica e dos meus princípios. Não estaremos a ajudar na luta pela mudança a compactuar com esta situação , estamos antes a confirmar que o modelo antigo que tanto se critica está correto.

Esta lei é um “lavar de mãos” que, devido à urgência de se apresentar algum resultado, vai se basear nas próprias limitações nacionais em relação a este assunto. E olhando para um futuro não muito longínquo, a consequência de todas as exigências e limitações levará à própria extinção dessas raças no território nacional, certamente o objetivo final camuflado de forma sútil como este processo tem sido levado e calado por tantos “defensores”. Estes argumentos anteriores como base tantos condicionantes na interação dessas “raças” com a própria espécie e com o agravante da ignorância social ao verificar um cão de açaime e/ou com um laço amarelo na trela (aconselho pesquisa. Até lá, factores económicos estarão acima do “tal do bem-estar animal” e certamente muitos lobbies internos nos treinos dessas raças em escolas civis mesmo sem ordem superior irão acontecer. Basta uma simples pesquisa google e verão que muitos membros de forças policiais e militares já estão a fazer treinos civis sem autorização superior, muito menos regulamentada sob a cobertura de clubes desportivos ou “regimes de voluntariado” em escolas/empresas.

É importante termos em atenção que a agressividade não é uma característica da raça mas sim um comportamento apresentado com uma função específica, numa situação específica. Importante também é ressaltar que a escolha destas raças são meramente sociais e não científicas, caso contrário, em todo o mundo as raças “potencialmente perigosas” seriam as mesmas e não divergiam de País para País conforme se constata numa rápida pesquisa na internet. Mais uma razão de que o problema está na educação e conscientização social.

A solução?
Recomendo uma revisão urgente desta legislação e implementar um curso nacional para todos os detentores de cães, independente da raça, com matérias adaptadas à realidade social e científica, com a formação profissional de treinadores em instituições científicas internacionais aliadas a escolas que sigam metodologias e conhecimentos atualizados com uma taxa reduzida e benefícios sociais para os detentores e os seus cães. A formação/reconhecimento profissional e legislação deve ser alargada a todas as áreas de serviços pet, inclusive pet-sitting, dog walking e todas as variantes.

As matérias teóricas não devem ser menos do que 8 horas de formação sobre legislação, comportamento e linguagem canina, conhecimentos básicos de primeiros-socorros e a interação com os cães. A componente prática não menos de 10 horas em vários ambientes interno/externo com metodologias atualizadas de ensino canino e adequar o programa à necessidade de cada cão, porque a experiência diz-me que não são técnicas padronizadas para todos os cães que vão prevenir problemas, e a ciência demonstra as consequências de várias metodologias generalizadas aplicadas no treino. Baseado nestes estudos, será necessária a própria proibição e criminalização do uso de determinados métodos e materiais de treino, conforme a nova lei de proteção animal em Madrid e as normas em alguns países europeus, dentre eles a Dinamarca. Algo contudo que já deveria acontecer segundo o Decreto de lei 13/93, Capítulo II, artigo 7.

É necessário também um curso personalizado para todos os detentores com cães a partir dos 2 meses (e não 6 meses), iniciativas sociais de informação e uma legislação que realmente funcione na prática, criando um excelente início na mudança da mentalidade social. Estereotipar determinadas raças é um crime à ciência e às sociedades que, mesmo com determinadas raças proclamadas (potencialmente) perigosas, seguem políticas de educação social nesse sentido. Socialização dos cães aos mais diferentes estímulos da sociedade logo a partir das 8, 9 semanas e a educação das famílias é a urgência.

Todas as formações que faço aos detentores de cães na Dinamarca e tenho total conhecimento noutros países da Escandinávia, têm uma eficácia elevada no âmbito de ensino social e sem a necessidade do uso de determinados materiais que causam dor e medo aos cães mesmo num contexto desportivo ou operacional. Aliás, a grande maioria desses materiais é PROIBIDA nesses países. Faço sempre questão de publicar fotos e vídeos a demonstrar. E sim, na Dinamarca e em vários países também há determinadas raças que são discriminadas. 

Transmitir o conhecimento real e adaptar as necessidades de treino ao indivíduo é a chave para a mudança e criar uma consciencialização social sem “achismos”. Não tenhamos medo de perguntar, caso contrário, sintam vergonha sempre que possam comentar estes assuntos publicamente.

Não cabe a mim dizer o que é certo ou errado, simplesmente as sociedades necessitam de fugir dos eufemismos e camuflagem da realidade e decidirem de forma clara e concisa o que realmente querem, longe dos espectáculos políticos. Andamos de momento a tentar agradar o mais possível e a pensar o menos necessário.

Não quero dizer com o texto acima que ao implementar-se o conjunto de soluções nunca mais haverão mordidas. Mordidas sempre haverão. Mas, ao pensarmos seriamente no assunto sem influência externa, chegamos à conclusão que estes assuntos somente são noticiados debatidos por alguns dias (antes de caírem novamente no esquecimento) quando são determinadas raças. E quando não há confusão entre raças, porque as próprias autoridades as confundem na rua, o que é vergonhoso.

O foco da prevenção e formação das pessoas deve ser incluída até em materiais escolares. 2 ou 3 folhas num livro escolar a ensinar às crianças como interagir com um animal doméstico não é um favor, é uma necessidade, conforme apontam as estatísticas no início deste artigo. De momento apenas se debate os “perigos” de 7 raças, quando o real perigo é o “desconhecimento social sobre os cães” misturado com a falta de civismo (desde o apanhar dejetos à delinquência de andar com cães soltos sem respeito pelos restantes) e de nada adiantam reportagens ou entrevistas se nada mudar. Que critérios e “especialistas” definiram estas raças como potencialmente perigosas? Certificações específicas para determinadas raças não resolverão o problema, pelo contrário, vão sim criar ainda mais um fosso de ignorância que em nada ajuda a nossa sociedade.

Dispenso e pessoalmente envergonho-me com esses protagonismos de ocasião.

Seria interessante também a própria comunicação social noticiar de acordo com o seu código deontológico, e utilizar o seu poder de influência social para consciencializar e denunciar estas situações em vez de utilizar o próprio mediatismo de ocasião. Será que a guerra pelas audiências estará acima da verdade que deveriam se reger?

Não é vergonha pedir ajuda. Os cães não querem, troféus ou filosofias extremistas que nós os humanos teimamos em continuar a ter para com eles, eles apenas desejam o nosso respeito e compreensão. É esse o nosso dever.

 

Referências e estudos

ABRANTES, R. (1997). The Evolution of Canine Social Behavior. Wakan Tanka Publishers.

ABRANTES, R. (1997). Dog Language. Wakan Tanka.

BARATA, R. (2016). A precisão dos sinais do treino animal. Etologia.pt

BARATA, R. (2016). Cães na Dinamarca.

Comparação das consequências no bem-estar dos cães com treinos de coleiras de choque vs treino baseado em reforço.

Comparação do stress e efeitos de aprendizagem com três tipos de metodologias de treino.

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Lei de proteção dos animais de companhia atual em Madrid.

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Uso de colares elétricos no treino de cães — Efeitos comportamentais a curto e longo prazo.

Estudo recente: Dog bite injuries to humans and the use ofbreed-specific legislation: a comparison ofbites from legislated and non-legislateddog breeds.

Are the animals intelligent? – A scientific view introduction

It’s very common we listen an affirmative answer to this question from pet owners, animal trainers and/or behavioral specialists. But, can we consider an animal intelligent? And how, where and when can we consider that?

Firstly, we should know the correct definition of Behavior, Intelligence, Intelligence (Biology), Cognition, Anthropomorphism, Declarative knowledge and Procedural knowledge.
Then, we must make a clear analysis of the matrices of this complex subject.

Intelligence is not an useful term in science for describing animal behavior. Intelligence is often used to describe general abilities in people.

Humans use that word to others species judged by a similar human intelligent behavior. This is not a good scientific practice, labeling behavior as intelligent is anthropomorphic and anthropocentric. By other side, we are not consider the individual intelligent, but a specific behavior displayed in a specific situation, with a possible past conditioning.

In a scientific view, are the cognitive abilities of animals responses in specific events that are study, not “clever” behaviors. Cognitive is often reserved for the manipulation of declarative rather than procedural knowledge (e.g., Dickinson 2008).

On this view, biological intelligence should be defined in terms of fitness (Evolution, Natural Selection and Fitness).

In the study of navigation, problem solving, social interactions, deceit, language, and thinking in animals, scientists have found it necessary to postulate cognitive processes.

But, such suggestions have proved to be controversial, and the question of whether animals can think remains an open question, that’s why it is important not labeling or defining behaviors or events if we really want critical and precise in our definitions.

I recommend the following reading below for a complete understanding of this subject and the possibility of you increase your critical reasoning.

References

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